Empowering Bodies | Episode 1

by - janeiro 18, 2018



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Olá maltinha! Hoje dou início a esta nova rubrica no blog “Empowering bodies”. Esta rubrica visa a partilha de histórias reais de pessoas que já tiveram bastantes dificuldades em aceitar os seus corpos como eles são e a darem-lhes o devido valor. Na sociedade em que nos encontramos, torna-se difícil amar o nosso corpo com todas as suas falhas e defeitos, pois aprendemos desde muito cedo que devemos ser super magrinhas, sem celulite e sem estrias, no caso das mulheres, e no caso dos homens, a serem musculados e a terem o tão famoso six pack bem definido. Mas hoje, bem como todos os meses a partir de agora, vamos desmistificar este estereótipo que a sociedade tenta incrementar no nosso cérebro como sendo o correto. Hoje vou dar-vos o meu testemunho, a minha luta com o meu corpo até chegar ao ponto em que o aceitei e o amei como devia. Desde já quero agradecer a todos os voluntários que vão e estão a participar nesta rubrica, e se também tu quiseres participar nesta rubrica, contacta-me via e-mail (anaritasr97@gmail.com).

O meu corpo. Durante grande parte da minha vida nós os dois não tivemos uma relação fácil. Eu não o amei ou valorizei como devia. Não tratei bem dele e apesar disso esperava sempre mais dele sem dar mais de mim. Lembro-me de há uns anos atrás olhar para o espelho e não perceber o porquê de me sentir tão mal: uma barriguinha que podia desaparecer, umas coxas que podiam ser mais magras, e até mesmo uns joelhos com um formato estranho que faziam questão de aparecer em todas as fotografias. Os dígitos que apareciam na balança lá de casa deixavam-me triste. No entanto, agora vejo que o problema não eras o meu corpo, mas sim os desvaneios da minha mente a pregarem-me partidas. Estava tão focada nos padrões físicos de beleza da internet e das revistas que me esqueci de cuidar do meu corpo como devia. Haviam dias em que mal comia e outros onde comia bastante mais do que devia. Os comentários que ouvia sobre o meu corpo ecoavam nos meus ouvidos “engordas-te?” ou “estás com um pneuzinho aí”. Graças a Deus, também tínhamos connosco pessoas que lutavam por nós, que nos queriam ver bem e fora desta guerra em que estávamos. Acabei por crescer com tudo isto. Desde os meus 17/18 anos que estou em paz com o meu corpo. Elogio-o, admiro-o, mas acima de tudo respeito-o e tudo isto porque comecei a cuidar mais de dele com algum exercício (mas não muito porque a minha preguiça sempre foi enorme!) e com uma alimentação mais saudável. Agora, sinto-me bonita e confiante. Sinto-me bem com o meu corpo e acima de tudo, comigo mesma! As marcas que vejo no meu corpo (aquele pedacinho de celulite ou as minhas riscas de tigresa, como gosto de lhes chamar) quando olho no espelho são as marcas desta guerra consegui vencer! O meu corpo ensinou-me uma grande lição: não são os números que nos definem, mas a nossa felicidade e o quão feliz somos.



Sinto que o meu peso já não me define bem como aquele pedaço de gordura nas minhas coxas. Sinto que posso sair à rua sem ter vergonha do meu corpo ou medo por causa dos comentários que vou receber. A única coisa que posso neste momento fazer, após esta grande luta, é pedir desculpa ao meu corpo. Pedir desculpa por o ter magoado tanto e ter ligado ao que os outros me diziam. Pedir desculpa por não me ter amado primeiro. Mas, de hoje em diante, a história não se vai repetir. Aliás há 2/3 anos que a história não se repete e que me sinto bem comigo mesma. É claro que por vezes como mais e ganho uns quilinhos a mais, mas hoje isso já não me faz diferença. Eu sei que sou feliz assim, e acima de tudo saudável. Não faço exercício todos os dias, mas também não ando a comer comida de plástico 24/7. E o mais importante nisto tudo é sermos saudáveis e felizes, amando sempre o nosso corpo. Espero que tenham gostado deste meu desabafo e que mais de vocês abracem este “movimento”. Comentem abaixo as vossas opiniões e o que acham desta nova rubrica. 

XOXO, 
RR

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10 comentários

  1. Adorei linda !!!

    novos post : https://ritacheeksandfreckles.blogspot.pt/2018/01/moments-when-youre-even-prettier.html
    https://ritacheeksandfreckles.blogspot.pt/2018/01/how-to-be-photogenic.html

    Beijinhos ;)

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  2. Rita, gostei imenso desta publicação e da forma como aprendeste a amar o teu corpo. Desde que comecei a ouvir comentários alheios e menos agradáveis (final da escola primária) criei uma relação de "ódio" com o meu corpo, nunca o aceitei nem quando estive muito magra, nem 40kg pesava e tinha vergonha do pneuzinho. Agora até me dá vontade de rir ao pensar no quanto estava cega.
    Actualmente, possuo um pneu extra large de camião de 18 rodas! Agora sim, tenho motivos para o rejeitar.
    A minha relação com a alimentação sempre foi muito complexa e ligada à parte emocional. Como a maior parte das vezes não por fome/apetite, mas para preencher um vazio, para esquecer e ter uns minutos de prazer enquanto me empanturro com doces. É uma dependência, um vício e, tal como tantos outros, prejudicam o meu organismo, a minha saúde física mental/emocional.
    Sinceramente, não sei se alguma a vez o vou conseguir amar. Talvez quando tiver força de vontade para ir ao ginásio afincadamente. Nunca gostei de desporto, muito aliado ao fraco desempenho resultante dos quilinhos a mais criei uma certa "aversão". Não era boa o suficiente, era colocada de parte, a última a ser escolhida para todos os jogos. Assim surgiu este "ódio" por tudo o que envolva desporto. Uma ida ao ginásio implica demasiados olhares sobre mim o que me deixa extremamente desconfortável. Por vezes penso, se eu pudesse pedir ao génio da lâmpada para me conceder um corpo perfeito, mesmo assim eu iria colocar defeitos e arranjar alguma forma de sabotar o melhor dos pensamentos sobre a hipotética excelente forma física.
    Tudo passa pela nossa mente e ela consegue ser a minha maior inimiga.
    Quem sabe se, no momento em que conseguir aceitar o meu corpo e amá-lo como ele e eu merecemos, irei aí conseguir fazer a grande mudança tanto no meu bem estar físico quanto emocional.
    Peço desculpa pelo enorme desabafo.
    Um grande beijinho e parabéns por teres chegado a um nível de aceitação que tantas(os) de nós almejamos.
    https://anitaeseussonhos.blogspot.pt

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    1. Nem sempre é fácil esta viagem e muitas das vezes não é agradável nem bonita. Acabamos por nos magoar a todos os níveis para encaixar nos padrões da sociedade... Estou aqui no caso de precisares de ajuda com alguma coisa. Eu sei que vais conseguir amar o teu corpo. Em breve colocarei algumas dicas para uma alimentação mais saudável, algo que tenho andado a implementar em mim, bem como algumas dicas para "emagrecer". Quero ajudar-te a alcançares esse objetivo mas isso só poderá ser possível com alguma força de vontade. Estou aqui, estamos todas aqui para te ajudar. Beijinhos e boa sorte para esta jornada <3

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  3. Acho que toda a gente devia de ler este teu post! Devíamos de ser menos duros com nós mesmos, mas lá está, é um caminho que cada um tem que fazer por si sem ligar aos comentários dos outros!
    Beijinhos,
    Luísa ��

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    1. Muito obrigada pelo feedback babe!! Gostava mesmo de conseguir fazer alguma diferença nesse aspeto! Beijinhos

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  4. É mesmo esse o espírito, e que muitas sigam o teu exemplo e inspiração :) :)
    Parabéns!

    Cláudia - Mulher XL
    www.mulherxl.pt

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